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Luxação Congênita do Quadril ou DDQ


Os problemas do quadril na infância muitas vezes assombram os pais, os pediatras e os ortopedistas. Algumas condições como a Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ), a doença de Legg-Calvé-Perthes e a Epifisiolistese podem passar desapercebidas por longos períodos, e a demora no diagnóstico pode causar consequências graves.

Neste artigo, falaremos sobre a Displasia do Desenvovimento do Quadril, abreviada como “DDQ”.

Antigamente, esta doença era chamada de Luxação Congênita do Quadril. O termo “Luxação” significa que a articulação está fora do lugar, ou “deslocada”. O termo “Congênita” significa que a condição está presente ao nascimento. Este termo foi substituído pelo mais atual (DDQ), pois entendemos que nem sempre os quadris destas crianças nascem fora do lugar, e isto pode acontecer durante as primeiras semanas de vida. Isto muitas vezes dificulta o diagnóstico e pode ser responsável por causar sequelas.

A Displasia do Desenvovimento do Quadril (DDQ) se refere a um espectro de doença que varia desde um quadril mal formado, até uma luxação (ou “deslocamento”) completo da articulação. A patologia costuma afetar principalmente as meninas e as crianças que ficam na posição pélvica (ou sentadas) durante a gestação. Outros fatores de risco incluem: primeiro filho, oligodraminia (pouco líquido amniótico no útero) e feto muito grande. Outras doenças que possuem associação com o quadro são o Metatarso Aduto e o Torcicolo Congênito. Geralmente, o quadril esquerdo é mais afetado que o direito.

Na maternidade, todo recém nascido é examinado com manobras ou testes para esta doença feitos pelo pediatra. Quando o pediatra encontra um resultado positivo, ele encaminha o bebê para avaliação de um Ortopedista Infantil. Bebês com fatores de risco importantes (como as meninas pélvicas) também merecem ser avaliados. Além da avaliação clínica, exames como a Ultrassonografia dos Quadris e a Radiografia de Bacia são utilizados para diagnóstico e seguimento dos pacientes. Desta maneira, é possível evitar que a doença passe desapercebida durante a infância, gerando consequências graves para o desenvolvimento da criança.

O diagnóstico precoce é importantíssimo no tratamento. Quando a doença é diagnosticada até os 6 meses de vida é possível realizar o tratamento conservador, ou seja, sem cirurgias. Nós utilizamos um aparelho ortopédico com tiras ajustáveis, chamado de suspensório de Pavlik. Após esta idade, a criança necessariamente precisará de pelo menos uma anestesia para confecção de um Gesso Pelve-Podálico ou de cirurgias maiores para recolocar o quadril no lugar.

Dúvidas sobre o assunto? Entre em contato conosco ou agende uma consulta.
Dr. Luiz de Angeli
Ortopedista Infantil

Radiografia de uma criança de 1 ano e 6 meses de vida com DDQ bilateral.
Exemplo de Gesso Pelve Podálico, utilizado após o tratamento cirúrgico da DDQ.

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Dr. Luiz de Angeli
Ortopedista Infantil